Policlínica Estadual de Formosa debate Dia da Consciência Negra

Palestra ministrada por colaborador da unidade do Governo de Goiás no município do Entorno do Distrito Federal divulga conscientização no combate ao preconceito racial

Na recepção, Reinaldo fala sobre valorização da cultura negra a pacientes e acompanhantes

A Policlínica da Região do Entorno, em Formosa, realizou palestra sobre o Dia da Consciência Negra. A data tem como objetivo chamar atenção para a valorização da cultura negra e despertar a conscientização da população brasileira no combate ao preconceito racial. A palestra foi ministrada por Reinaldo Silva, colaborador da unidade do Governo de Goiás no município do Entorno do Distrito Federal.

Reinaldo Silva destacou que o dia 20 de novembro é sobre reflexão, respeito ao negro(a), à sua luta e resistência, além de buscar a preservação das memórias e diversidade cultural dos povos negros. "Até hoje, os negros e negras ainda sofrem com a pouca representatividade, o racismo e o preconceito, muitas vezes velado e disfarçado de opinião", disse.

De acordo com o colaborador, foi para fomentar essas questões que o Dia Nacional da Consciência Negra foi criado, além de fazer referência à data de morte do quilombola Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência dos escravos.

"O Brasil é um grande e colorido mosaico de gente. Cada povo tem suas cores, tradições e hábitos,  que se misturam e se entrelaçam. Desde o início da história do nosso País, os povos negros são colaboradores dessa diversidade, através de uma rica e milenar cultura, que até os dias de hoje se reflete na nossa sociedade", firmou Reinaldo.

O palestrante destaca que a influência negra é notória, por exemplo, na dança, na música, nas religiões de origem africana, na capoeira, entre outros. "Esses são um dos vários fatores pelos quais devemos ser gratos, valorizarmos e respeitarmos estes povos", defendeu.

O racismo, preconceito e a discriminação têm agredido tanto psicologica quanto fisicamente os homens, as mulheres e os jovens negros. "É preciso se conscientizar, libertar-se da prisão do pensamento e ter compaixão, amando o próximo independentemente de qualquer coisa, inclusive, de sua cor", ressaltou.

Julianna Adornelas (texto e foto)/Imed