Terapia com cavalos: equoterapia do Crer já realizou mais de 200 mil atendimentos à população

Serviço existe desde 2004 e já atendeu 51 mil pacientes em tratamento na instituição

O pequeno João Pedro Hermogenes de Oliveira, de 8 anos, é um dos pacientes atendidos na Equoterapia.

A utilização de cavalos no tratamento de reabilitação do paciente é um dos recursos terapêuticos oferecidos pelo Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo – Crer, uma unidade do Governo de Goiás, aos usuários em tratamento na instituição. Chamado de Equoterapia, o método terapêutico utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.
 
Implantado em 2004, o serviço de Equoterapia do Crer já realizou mais de 207 mil atendimentos a mais de 51 mil pessoas em tratamento na instituição. Os atendimentos acontecem no picadeiro que fica no Regimento da Cavalaria da Polícia Militar de Goiás, local onde funciona o serviço. 

Diagnosticado com microcefalia e atrofiamento muscular, em um ano de terapia ele já alcançou ganhos significativos para a sua qualidade de vida. 
 
“Antes da equoterapia meu filho caia muito, era preocupante a falta de equilíbrio dele. Depois do início desse atendimento, ele ganhou firmeza e confiança no seu caminhar. Além do ganho na interação. Ele não só perdeu o medo do cavalo como também melhorou bastante o relacionamento com as outras pessoas”, ressalta a mãe do paciente, Daiana Silva Hermogenes. 
 
Atualmente, cerca de 240 pacientes estão em tratamento no serviço de Equoterapia do hospital, que atende crianças e adultos com os mais diversos diagnósticos. 
 
“A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima”, explica a supervisora de Terapias de Apoio do Crer, Karla Mendonça. 
 
Integram a equipe de profissionais da equoterapia fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, bem como a equipe responsável pelo cuidado ao cavalo, sendo eles domadores, tratadores, auxiliares de terapia e equitadores.
 
Texto e foto: Rafaela Bernardes/Agir

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.