HDT alerta sobre tuberculose, em meio à pandemia da Covid-19

Para lembrar dia nacional de combate à doença, em 17 de novembro, unidade do Governo de Goiás ressalta importância da terapia continuada, oferecida pelo SUS

Tosse seca, com secreção e, em alguns casos, sangue, febre, cansaço, falta de ar são indícios de tuberculose

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa provocada pela microbactéria mycobacterium tuberculosis, ou Bacilo de Koch (BK), que atinge diretamente o pulmão e, dependendo da forma, também pode se instalar em outros órgãos, como ossos, sistema nervoso e intestinos.
 
Embora não seja uma doença nova, a tuberculose ainda é um grande problema de saúde pública mundial. Mesmo que a grande maioria das pessoas possa pensar que a tuberculose é coisa do passado, ela ainda é responsável por cerca de 5 mil mortes por ano no Brasil.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 bilhões de pessoas serão infectadas pelo bacilo da tuberculose. Dessas, 9 milhões irão desenvolver a doença e 2 milhões morrerão por ano. 

Mas a doença tem cura, e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, especialistas alertam para a importância da continuidade da terapia, que pode chegar a seis meses e garantir a eficácia no combate à doença. 
 
“O tratamento completo é que vai garantir a cura da doença, por isso o paciente deve respeitar e seguir à risca a orientação médica e tomar os medicamentos corretamente durante todo o período, que chega a seis meses”, explica o infectologista João Alves, do Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad – unidade do Governo de Goiás gerido pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG).
 
Prevenção redobrada
O mundo enfrenta, este ano, uma pandemia grave provocada pelo novo coronavírus e isso tem deixado a comunidade médica em alerta. Em decorrência disso, os cuidados em relação à prevenção à tuberculose precisam ser redobrados. 

Nesta terça-feira, 17 de novembro, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, e esse dia nunca foi tão importante para tocar no assunto e fazer um alerta à população quanto agora, como explica o infectologista do HDT, onde os atendimentos de tuberculose, de janeiro a outubro de 2020, somam 120 casos.

“A nossa maior preocupação tem sido em relação à pandemia. A tuberculose, além de ser altamente contagiosa, também tem uma taxa de mortalidade considerada alta, caso o paciente não seja diagnosticado e tratado a tempo”, afirma o infectologista do HDT. 

“Embora a doença tenha cura, os cuidados em relação à prevenção não devem ser menosprezados. Portanto, fique atento ao menor sintoma, que pode ser tosse seca, acompanhada de secreção e, em alguns casos, com a presença de sangue, febre, cansaço, falta de ar, falta de apetite e perda de peso”, enumera o médico João Alves.
 
O alerta também está relacionado à prevenção ao contágio do novo coronavírus, pois ambas as doenças atingem os pulmões e podem enfraquecer o organismo humano. “As medidas de prevenção são praticamente as mesmas: evitar aglomeração, não compartilhar objetos de pessoas infectadas, proteger a boca ao tossir ou espirrar, manter práticas saudáveis para fortalecer o sistema imunológico e visitar o médico ao perceber os primeiros sintomas”, orienta.

Ana Cléia/ISG

Foto: banco de imagens

Utilizamos cookies essenciais e tecnológicos semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.