Hospitais iluminam fachadas para destacar Setembro Verde

Iniciativa das unidades do Governo de Goiás no interior visa à conscientização sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas

Fachada do Hospital Regional de Formosa, unidade do Governo de Goiás no Entorno do DF

O Brasil é referência mundial na área de transplante de órgãos e tecidos e conta com o maior sistema público desse tipo de procedimento no mundo, no qual 96% das cirurgias são financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para ressaltar a importância da doação de órgãos e o reflexo positivo da ação na vida de milhares de famílias, unidades do Governo de Goiás geridas pelo Instituto de Medicina, Estudo e Desenvolvimento (Imed) iluminaram suas fachadas com a cor da campanha do Setembro Verde.  

“Não poderíamos ficar de fora de uma campanha tão importante, tendo em vista que milhares de vidas são salvas anualmente ao redor do mundo”, afirma Getro Oliveira de Pádua, diretor do Imed, sobre a ação realizada nos Hospitais de Urgências de Trindade (Hutrin), e Regionais de Luziânia (HRL), Formosa (HRF) e de São Luís de Montes Belos (HRSLMB).

Além de iluminar as fachadas, os hospitais espalharam cartazes com informações sobre o tema, para conscientizar pacientes e familiares sobre a importância de ser um doador de órgãos. Flyers também são distribuídos, para que mais pessoas possam ter acesso a esse tipo de informação. Peças ilustradas foram desenvolvidas para serem compartilhadas entre todos os colaboradores e publicadas em redes sociais.

As iniciativas visam a uma comunicação mais direta com o público que frequenta as unidades,  para que a doação de órgãos seja cada vez mais comum, tendo em vista que apenas um doador, após constatação de morte encefálica, pode salvar até oito vidas. 

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o País tem hoje mais de 40 mil pessoas na fila de espera para transplante de órgão, tecido ou medula. Em Goiás, foram  registrados no primeiro semestre deste ano 104 transplantes órgãos (rins e fígado) e 131 transplantes de tecidos (córneas). No mesmo período em 2019, foram 93 transplantes de órgãos (rins e fígado) e 378 transplantes de tecidos (córneas). 

Esse resultado rendeu o reconhecimento no Registro Brasileiro de Transplantes, onde Goiás aparece ao lado de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul como os três Estados que mais apresentaram aumento no número de transplantes de rins. Esse quadro vai na contramão do resultado nacional, que registrou uma queda de 18% no número de transplantes renais.

Como ser um doador
Para ser um doador de órgãos, a pessoa precisa, em primeiro lugar, avisar a família sobre seu desejo e deixar claro que eles devem permitir a doação, pois, no Brasil, o procedimento só é realizado após autorização familiar. Existem dois tipos de doadores: o vivo, que pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou do pulão; e o falecido, que são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais.

Caroline Guerra (texto e fotos)/Imed