HDS realiza mais de 3 mil teleatendimentos durante a pandemia

Unidade do Governo de Goiás utiliza a tecnologia para adaptar os atendimentos em diversas especialidades médicas e terapias

Teleatendimento é realizado de acordo com recomendações dos conselhos de cada categoria profissional

O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (HDS), unidade do Governo de Goiás, tem como perfil de atendimento nos seus diversos serviços, majoritariamente, pacientes idosos e com doenças crônicas, os quais fazem parte do grupo de risco para casos graves de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Para que haja continuidade no atendimento, com a suspensão da maior parte dos atendimentos presenciais, em razão de decreto estadual, o HDS adotou novas tecnologias para manter, ainda que parcialmente, a assistência às necessidades desses pacientes.

Desde o dia 27 de março, quando foram implementados os atendimentos a distância, já foram realizados 3.059 atendimentos a 495 pacientes já em tratamento no HDS. Esses atendimentos estão sendo feitos pelos médicos das áreas de psiquiatria, endocrinologia, eftalmologia, geriatria, cardiologia e dermatologia e, ainda, pelos profissionais de educação física, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, nutrição e enfermagem, que utilizam recursos tecnológicos de comunicação para teleatendimentos, teleconsultas e/ou telemonitoramentos dos pacientes de forma individual.

Essa modalidade de atendimento, utilizando recursos tecnológicos e mídias sociais, é realizada de acordo com as recomendações dos conselhos de classe de cada categoria profissional, que autoriza que os profissionais deem continuidade aos processos terapêuticos já iniciados. No caso de médicos, estes têm atuado principalmente para permitir que pacientes crônicos mantenham a utilização de medicamentos de uso contínuo. Para os demais terapeutas, com suas especificidades, realizando orientações ou atendimentos de terapias já iniciadas.

Alternativa positiva
Para a supervisora de Reabilitação Psicossocial do HDS, Cledma Pereira Ludovico de Almeida, o teleatendimento foi uma alternativa muito positiva, tanto para a equipe técnica quanto para os pacientes. “Para a equipe técnica porque foi possível dar continuidade ao tratamento que já era desenvolvido no HDS, e para os pacientes porque eles tiveram a oportunidade de continuar sendo cuidados, diminuindo os prejuízos do isolamento social. Outro fator positivo foi que a maioria dos pacientes se interessou pelas tecnologias necessárias para o desenvolvimento das atividades que são propostas, tornando-os mais acessíveis tecnologicamente”, acrescentou.

O distanciamento social tem sido um recurso imprescindível para reduzir a transmissão do novo coronavírus, causador da pandemia iniciada no final do ano de 2019 na China. Esse distanciamento é fundamental para diminuir o número de casos de covid-19 num curto espaço de tempo, e para assim permitir que os serviços de saúde tenham condições de atender a todos e salvar vidas. A preocupação de manter, por meio do teleatendimento, a assistência não presencial aos pacientes crônicos, também contribui para reduzir complicações futuras para estas pessoas.
 
Colônia Santa Marta
Fundada em 1943, a Colônia Santa Marta, localizada em Goiânia, era uma instituição criada pelo Governo de Goiás para o isolamento e tratamento de pessoas acometidas pela hanseníase. Na época, o local era conhecido como leprosário.

Em consequência da nova política de atenção aos portadores de hanseníase e de diretrizes nacionais de desospitalização para esses pacientes, em 1983, a Colônia Santa Marta foi transformada em Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (HDS Santa Marta).

Em dezembro de 2013, a Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir) assumiu a gestão do hospital. Atualmente, o HDS é uma unidade de atendimento ambulatorial e hospitalar de média complexidade com objetivo de prestar assistência gratuita aos usuários do SUS. A unidade oferece também atendimento aos ex-pacientes da extinta Colônia Santa Marta.
 

Cleide Lima (texto e foto)/Agir