Tuberculose

Descrição: É uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. É uma das doenças infectocontagiosas que mais causa mortes no Brasil principalmente entre as pessoas que vivem com HIV. Atinge principalmente os pulmões (forma pulmonar), porém outros órgãos podem ser afetados como: rins, ossos, olhos, entre outros, sendo estas da forma extrapulmonar. Estima-se que 1/3 da população mundial esteja infectada pelo bacilo causador da tuberculose, embora nem todos venham a desenvolver a doença, é determinada pela OMS como agravo de alto impacto em Saúde Pública.

Transmissão: É direta, ocorre de uma pessoa sem tratamento para outra sadia via gotículas de saliva eliminadas pela respiração (as gotículas mais leves podem permanecer em suspensão por diversas horas), por espirros e pela tosse contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação, as formas extrapulmonares não são transmissíveis. Os contatos de tuberculose da forma pulmonar devem, obrigatoriamente, serem avaliados por uma equipe de saúde.

Prevenção: A vacina BCG é utilizada na prevenção das formas graves da tuberculose e deve ser administrada, prioritariamente, em crianças de 0 a 4 anos, com obrigatoriedade para menores de 1 ano, outras medidas de prevenção incluem o diagnóstico precoce, tratamento da infecção latente e o controle de contatos que promovem a prevenção e a quebra da cadeia de transmissão.

Sintomas: Tosse por três semanas ou mais, com ou sem catarro, febre, sudorese noturna, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose. Nos casos mais avançados, pode aparecer catarro com presença de sangue.

Diagnóstico: O diagnóstico é simples, realizado por meio de métodos laboratoriais como o exame de escarro, RX e uma criteriosa avaliação clínica.

Tratamento: O tratamento é gratuito, oferecido pelo SUS e dura no mínimo 6 meses, desde que realizado corretamente, sua eficácia garante 100% de cura. Deve ser supervisionado por um profissional de saúde garantindo que o paciente não abandone o tratamento. Após 15 dias de início do tratamento, o paciente pode voltar sua rotina de vida normal, pois não transmite mais a doença.

Links para Pesquisa (Artigo):

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1527