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Hospital de Medicina Alternativa alerta para produto txico vendido como emagrecedor

14/02/2011

Substâncias, plantas e remédios que prometem emagrecimento fácil, geralmente, chamam a atenção de muitas pessoas, que acabam usando esses produtos sem orientação de um médico ou farmacêutico. É o que vem acontecendo com a planta com nome científico de thevetia peruviana, popularmente conhecida como chapéu de napoleão e jorro-jorro, muito utilizada na ornamentação em ruas e praças.

De acordo com explicações da médica homeopata Débora Mendes, do Hospital de Medicina Alternativa (HMA), a planta é altamente tóxica, da raiz à semente. Com aspectos parecidos, a semente encontrada dentro do fruto do chapéu de napoleão começou a ser comercializada no Brasil como se fosse a noz da Índia. A noz da Índia (aleurites moluccana) age no aparelho digestivo e tem propriedade de laxante e vem sendo usada para emagrecer. Neste caso, apenas a semente da noz é tóxica e quando cozida ela perde a toxidade. Na Índia, ela também é usada como tempero. Por ser importada, o produto é vendido por um preço elevado. Já a similar brasileira é comercializada por um preço menor.

Débora Mendes esclarece que a semente do chapéu de napoleão tem ação cardiotônica e age na condução dos estímulos cardíacos e na força de contração do músculo. Se associada a outra medicação, como um diurético por exemplo,  pode causar uma parada cardíaca e levar até a morte. Em Goiás, já existem casos de pessoas que foram hospitalizadas após fazerem uso do produto. Segundo a médica, muitas outras podem ter sido intoxicadas pelo mesmo motivo, mas não existe um registro oficial porque os pacientes não revelam aos médicos que estão usando a semente. A médica do HMA faz um alerta à população: “antes de usar um produto natural, as pessoas precisam aprender a procurar quem realmente entende do assunto e também sempre comprar em uma farmácia segura”.